sexta-feira, 1 de julho de 2011

Aprendizagem baseada em Problemas e por Projetos



Ao longo do desenvolvimento da humanidade surgiu a necessidade de formalizar uma instituição que fosse responsável pela transmissão dos valores culturais e conhecimentos produzidos pela sociedade.




Com o passar do tempo, a cultura foi se transformando e com isso novas demandas foram emergindo, dando origem as revoluções educacionais.




A primeira delas ocorreu no Egito antigo, com a construção de casas de instrução que se dedicavam ao ensino da aristocracia e dos sacerdotes. Foi neste momento que ocorreu a institucionalização da educação. Seu sistema baseava-se na figura de tutores, e esta ideia ofereceu a base para a educação até o século XVIII.




A segunda revolução ocorreu com a consolidação dos estados nacionais europeus, seguindo do século XVI ao XVIII. Até este momento a Igreja era a responsável pela educação, mas com o decreto do Rei Frederico na prússia, ela passou para as mãos do Estado. Como consequência disto ela foi amplificada. Este modelo do século XIX é o que permance até hoje. Sua base é a transmissão do conhecimento e é legitimada como excludente, já que era apenas para meninos brancos e saudáveis.




A terceira revolução educacional teve início com a ideia de massificação da educação, advinda do lema de igualdade da revolução francesa. Desta forma teve início a inclusão de diferenças sociais, de gênero, econômicas, raciais, físicas, culturais, psíquicas, entre outras. A busca pelo acesso era uma demanda de mercado, já que o intuito final era o desenvolvimento do capitalismo, através do emprego de mão de obra qualificada nas indústrias. O interessante desta revolução é que ela limita a desqualificação do pensamento divergente.




Agora chega em bons tempos a quarta revolução educacional, que é regida pela necessidade de novas formas de ensino e tecnologias. O connhecimento não está mais no professor e isso possibilita a bertura para um novo tipo de relação do professor com seus alunos e dos alunos com o conhecimento. O que se emprega agora são as metodologias ativas de aprendizagem em que os alunos ocipam papel central, ativo e autônomo na construção do conhecimento. Dentro deste perspectiva, o professor é o condutor do caminho, o tutor que auxilia na construção do percurso mas que o percorre juntamente com seus alunos.




É dado espaço para a incerteza dos fenômenos e o resultado final deixa de ser o objetivo primordial do processo educativo, que passa a se concentrar no processo formativo.

O trabalho com problemas e com projetos emergem como grandes possibilidades metodológicas para viabilizar esta nova revolução. Trabalhar sob este foco requer a abertura para o novo, a ideia de transformação da realidade, o acolhimento das incertezas, escolhas e riscos e o planejamento estratégico, que vão muito além da compartimentalização disciplinar.


O que queremos mostrar com todo este resgate das mudanças que ocorrem na escola ao longo dos últimos séculos é a necessidade desta instituição sempre se reinventar para continuar a ter um papel de destaque na sociedade. E é por isso que defendemos tanto a necessidade de uma mudança real nas concepções que sustetam a escola.



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